A beleza física virou um produto. Podemos comprá-la desde no balcão de uma farmácia a grandes centros cirúrgicos.
A beleza é muito menos que fundamental, é trivial, banal. Pode até parecer papo de uma feia desesperada e, talvez, seja mesmo. Mas não estou falando que ela não é importante, ao contrário disso, ela é sim importante. Nos dias de hoje uma boa bunda diz quem você é, te dá um emprego, paga suas contas e propõe uma vida regrada a luxos e até mesmo promiscuidade.
A beleza poupa um diploma, poupa pensar. É bem conveniente, te traz amigos, amores, sorrisos. Enfim, ela proporciona uma gratuidade infinita, sem muitos esforços.
O belo encobre a verdade e às vezes o divino, então nada mais tem importância...
No entanto o poeta esqueceu de evidenciar uma coisa muito relevante e que, provavelmente, ele sabia: a beleza está nos olhos de quem vê, e, mais que isso, ela não é perpétua.
Vendo desta forma, nem mesmo o GRANDE poeta era tão belo assim...