No mês de maio me peguei escrevendo
poesias. Não posso negar que essa inspiração partiu das fãs de um menino
chamado Rafael Vitti, ator protagonista da atual temporada de Malhação,
denominada Malhação Sonhos. (Sim, eu aos meus vinte e cinco anos voltei a assistir
malhação, mas, entretanto, não vim aqui para falar sobre isso ¬¬).
Ele escreve poesias e muitas fãs se
inspiraram escrevendo poesias para ele e para a vida também. Em meio a uma
geração meio confusa – ao meu ver é claro –, em que os jovens descobrem tudo
muito cedo, fazem tudo muito cedo, se cansam de tudo muito cedo, enfim, achei
que o Rafael exerce uma influência muito boa. Ele trouxe à tona uma atmosfera
que muitos não conheciam, que muitos não tinham experimentado e talvez que nem
se sentissem capazes de exercê-la/experimentá-la.
Vendo todo esse cenário, toda essa
capacidade sendo descoberta, me bateu uma vontade de escrever também. Hoje já
tenho um caderninho de poesias (que realmente não sei até que página será preenchida),
que por coincidência comprei no final do ano passado sem motivo algum além do
fato de achá-lo fofinho. Ele se via em páginas em branco, até que eu o vi útil.
Os versos iam surgindo na minha cabeça e depois se perdiam, da mesma forma como
antes em que contos e crônicas vinham à minha cabeça e eu nunca os escrevi –
acho que já comentei algo sobre isso aqui.
Decidi mudar de atitude, comecei a prender
meus versos ou até mesmo a criá-los. Se surgia um, forçava a mim mesma a pensar
em mais. Então passava-os para o celular e depois passei todos a limpo no
caderninho fofo, na tentativa de “eternizá-los”.
Essa história toda é para lembrar que um
dia eu escrevi. Na oitava série, por aí, o fundo do meu caderno era cheio de
poemas melancólicos. Eu tinha vergonha deles. Na verdade, morria de medo que
alguém lesse (acho que minha mãe leu uma vez), mas eram meus, representava algo
dentro de mim, então resolvi guardá-los por um tempo. Eu ficava com pena de me
livrar deles, mas anos passaram e um dia decidi fazê-lo. Joguei todos fora! Acho
que eles não me representavam mais (da mesma forma como escrevi alguns aqui
mesmo neste blog e depois os menosprezei)... Então, vendo essa turma
escrevendo, não só me bateu uma vontade de escrever também, como me lembrei que
um dia eu já escrevi. E como se fosse uma espécie de recalque, tentava me
orgulhar que escrevi por mim mesma e não porque algum famoso me inspirou, mas
cadê as provas?
Não posso mais rever aquilo que um dia eu
escrevi e que, talvez, fosse até bom... A gente não deveria ter vergonha da
nossa infância... No entanto sei que a vergonha me rodeia, por isso só tenho
coragem de escrever esses novos versos aqui. É um lugar que eu tenho certeza
que “ninguém” vai ler.
São apenas alguns pensamentos, versos,
versinhos, sem muita pretensão. Vou postar um aqui:
O
abraço
Laço
Braços
atados
Entrelaçados
Conectados
Ser
um
De
dois
União
Revelação
Embaraço!
Esse foi o primeiro. Talvez eu poste
alguns outros mais aqui. Não sei até quando vai essa inspiração. Talvez dure só
o mês de maio... :)