terça-feira, 26 de maio de 2015

E nada mudou...

No mês de maio me peguei escrevendo poesias. Não posso negar que essa inspiração partiu das fãs de um menino chamado Rafael Vitti, ator protagonista da atual temporada de Malhação, denominada Malhação Sonhos. (Sim, eu aos meus vinte e cinco anos voltei a assistir malhação, mas, entretanto, não vim aqui para falar sobre isso ¬¬).
Ele escreve poesias e muitas fãs se inspiraram escrevendo poesias para ele e para a vida também. Em meio a uma geração meio confusa – ao meu ver é claro –, em que os jovens descobrem tudo muito cedo, fazem tudo muito cedo, se cansam de tudo muito cedo, enfim, achei que o Rafael exerce uma influência muito boa. Ele trouxe à tona uma atmosfera que muitos não conheciam, que muitos não tinham experimentado e talvez que nem se sentissem capazes de exercê-la/experimentá-la.
Vendo todo esse cenário, toda essa capacidade sendo descoberta, me bateu uma vontade de escrever também. Hoje já tenho um caderninho de poesias (que realmente não sei até que página será preenchida), que por coincidência comprei no final do ano passado sem motivo algum além do fato de achá-lo fofinho. Ele se via em páginas em branco, até que eu o vi útil. Os versos iam surgindo na minha cabeça e depois se perdiam, da mesma forma como antes em que contos e crônicas vinham à minha cabeça e eu nunca os escrevi – acho que já comentei algo sobre isso aqui.
Decidi mudar de atitude, comecei a prender meus versos ou até mesmo a criá-los. Se surgia um, forçava a mim mesma a pensar em mais. Então passava-os para o celular e depois passei todos a limpo no caderninho fofo, na tentativa de “eternizá-los”.
Essa história toda é para lembrar que um dia eu escrevi. Na oitava série, por aí, o fundo do meu caderno era cheio de poemas melancólicos. Eu tinha vergonha deles. Na verdade, morria de medo que alguém lesse (acho que minha mãe leu uma vez), mas eram meus, representava algo dentro de mim, então resolvi guardá-los por um tempo. Eu ficava com pena de me livrar deles, mas anos passaram e um dia decidi fazê-lo. Joguei todos fora! Acho que eles não me representavam mais (da mesma forma como escrevi alguns aqui mesmo neste blog e depois os menosprezei)... Então, vendo essa turma escrevendo, não só me bateu uma vontade de escrever também, como me lembrei que um dia eu já escrevi. E como se fosse uma espécie de recalque, tentava me orgulhar que escrevi por mim mesma e não porque algum famoso me inspirou, mas cadê as provas?
Não posso mais rever aquilo que um dia eu escrevi e que, talvez, fosse até bom... A gente não deveria ter vergonha da nossa infância... No entanto sei que a vergonha me rodeia, por isso só tenho coragem de escrever esses novos versos aqui. É um lugar que eu tenho certeza que “ninguém” vai ler.
São apenas alguns pensamentos, versos, versinhos, sem muita pretensão. Vou postar um aqui:

O abraço

Laço
Braços atados
Entrelaçados
Conectados
Ser um
De dois
União
Revelação
Embaraço!

Esse foi o primeiro. Talvez eu poste alguns outros mais aqui. Não sei até quando vai essa inspiração. Talvez dure só o mês de maio... :)